Publicado por: inwhitelight | 20 de Maio de 2009

Não sou suficientemente intelectual.

Às vezes não me sinto suficientemente intelectual. Sei que sou inteligente mas tenho uma inteligência daquela à base de ter uma memória de elefante, rápida compreensão das coisas e “desenrascanço“.

Mas não sou uma inteligente-intelectual daquelas que lê autores clássicos (tais como Lúcio Séneca, Montaigne, Wislawa Szymborska, etc.), nem vou muito à bola com música de minorias (Patti Smith, Anathema, Rites of Passage, e outros que tais).

Na minha área de formação (Comunicação Social, Jornalismo) safaram-se os que tinham cunhas (e alguns tinham umas bem jeitosas e em pouco tempo ficaram com lugares vedados a profissionais com muitos anos, quanto mais a colegas recém-licenciados sem cunhas), safaram-se os que se acomodaram com estágios longos sem pagamento que deram no salário mínimo, horários sobrecarregados e poucas perspectivas de melhoria, os que emigraram (e mesmo a esses não tem corrido lá muito bem) e os intelectuais que gostam de obras clássicas e música para minorias, coisas que eu considero enfadonhas. E para mim o que eles escrevem sobre isso é enfadonho. Mas eles safaram-se e eu não.

Então tenho pena de mim própria porque gostava de escrever sobre coisas do dia-a-dia, coisinhas mais light, mas diz que como eu há muitos.

Anúncios

Responses

  1. Querida, pena de ti própria é que não! Nunquinha, sim?

    Foi por mérito próprio que aqueles que tinham cunhas conseguiram o lugar? Os que se acomodaram não arriscaram e por isso também não estão numa melhor (ou pior, vá) mas também não terão a força necessária, depois, para evoluir… Os que emigraram, louvados sejam eles porque o que falta por cá é trabalho e depois, quando voltarem, quem sabe, e tal…mas pelo menos sobra para quem quer e se não sobra, pelo menos há menos um no desemprego 😉
    Agora, esses intlectuais de que falas, isso não é de gente normal, ’tá? São aqueles fungos raros que nos vão fazer sentir mal eternamente, mas que não devemos mesmo fazê-lo…

    Tens de te lembrar que somos todos diferentes, por isso tu escreves sobre coisas diferentes do que eu escrevo e por aí fora… O futuro não é só o amanhã, e sabes lá as portas que se abrirão para ti, mesmo tu não sendo uma intlectual estranhazita? Pena não deves ter de ti, isso não 🙂

    E para que conste, eu gosto de ler o que escreves 🙂

    beijinho

    P.S.: desculpa lá o testamento, sim? 🙂

  2. Alguém!
    Não é que tenha pena de mim mas é um facto de que (admiravelmente) esse pessoal tem-se safado, há um nichozinho disponível para eles. Eu sou popularucha e gosto =) mas a nível profissional não ajudou muito.
    Os teus testamentos são muito agradáveis de se ler, estás à vontade!
    Beijinhos

  3. Olha aqui mais uma como tu 😉

    e não somos felizes? Ora pois claro que somos! 😉
    pena é não entrarem mais uns quantos euros na conta, no fim de cada mês.lol

    bjinho

  4. Coisas light… olha a Margarida Rebelo Pinto!

    Pá, dedica-te ao gamanço! Há sempre vagas!!!

    Eu gozo, mas realmente é lixado! Mas olha, é manter a pestana aberta, tentar arriscar e… rezar por um bocadinho de sorte!

  5. Desculpa, mas vou discordar de ti… Acho que não estás a distinguir entre marrões que não sabem nada para além do que lêem e inteligentes! 😛

  6. E achas que te irias sentir melhor num desses lugares? Ao menos segues os teus ideais!

  7. Acho que não te deves arrepender das opções de vida que tomaste….

    se as tomaste por alguma razão foi….

    🙂

  8. Não é preciso ser-se nenhum intelectual para se perceber que não deve ser por acaso que o teu blogue se chama: “Sou assim… e depois?”!!!!

    Não tenhas “problemas” com isso!! 😀

  9. eu quero é botar meu bloco na rua,sergio sampaio


Categorias

%d bloggers like this: